O conhecimento deve esta acessível a todos (é universal) já a informação nem sempre (é parte das relações das Pessoas). "vagner"

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Burocracia

Em sociologia das organizações, burocracia é uma organização ou estrutura organizativa caracterizada por regras e procedimentos explícitos e regularizados, divisão de responsabilidades e especialização do trabalho, hierarquia e relações impessoais. Em princípio, o termo pode referir-se a qualquer tipo de organização - empresas privadas, públicas, sociais, com ou sem fins lucrativos.

Popularmente, o termo é também usado com sentido pejorativo, significando uma administração com muitas divisões, regras, controles e procedimentos redundantes e desnecessários ao funcionamento do sistema.
Etimologia
O termo latino burrus, usado para indicar uma cor escura e triste, teria dado origem à palavra francesa bure, usada para designar um tipo de tecido posto sobre as escrivaninhas das repartições públicas. Daí a derivação da palavra bureau, primeiro para definir as mesas cobertas por este tecido e, posteriormente, para designar todo o escritório.
A um ministro do governo francês do século XVIII, Jean-Claude Marie Vincent, Seigneur de Gournay (1712-1759, economista), atribui-se a criação do termo bureaucratie, para se referir, num sentido bem crítico e debochado, a todas as repartições públicas. Assim, "burocracia" é um termo híbrido, composto pelo francês, bureau (escritório) e pelo grego, krátos (poder ou regra), significando o exercício do poder por funcionários de escritórios.

Segundo Max Weber (sociólogo alemão) criador da sociologia da burocracia, as propriedades essenciais da burocracia encontram-se a impessoalidade, a concentração dos meios de administração, um balanceamento sobre diferenças entre efeitos sociais e econômicos. A burocracia a cada dia tomava mais força e Max, portanto notou várias razões que explicariam esse avanço entre eles estão: a racionalidade, definição do cargo e na operação, rapidez nas tomadas de decisões, informação discreta e direta, padrão de rotinas que diminuísse custos e erros, projeto de recrutamento de pessoal segundo suas habilidades técnicas, redução de atritos entre funcionários de uma organização e por fim a confiabilidade.
Outro fator bastante ligado à burocracia é a racionalidade que implica eficiência naquilo que se faz.

 Princípios da burocracia
Uma organização burocrática é governada por sete princípios:
1.  O negócio oficial é conduzido em uma base contínua
2.  O negócio oficial é conduzido estritamente de acordo estrito com as seguintes regras:
a) O dever de cada funcionário ao fazer certo tipo de trabalho é delimitado em termos de critérios impessoais
b) O funcionário tem a autoridade necessária para realizar suas funções tal como definidas
c) Os meios de coerção à sua disposição são estritamente limitados e seu uso é estritamente definido
3.  A responsabilidade e autoridade de cada funcionáriol são partes de uma hierarquia de autoridade vertical, com respectivos direitos de supervisão e apelação.
4.  Os funcionários não são proprietários dos recursos necessários para desempenho das funções a eles atribuídas mas são responsáveis pelo uso desses recursos
5.  A renda e os negócios privados são rigorosamente separados da renda e negócios oficiais;
6.  O escritório não pode ser apropriado pelo seu encarregado (herdado, vendido, etc.).
7.  O negócio oficial é conduzido na base de documentos escritos .
Um funcionário burocrático:
Ø  é pessoalmente livre e nomeado para sua posição com base na sua habilitação para o cargo;
Ø  exercita a autoridade delegada a ele de acordo com regras impessoais, e sua lealdade é relacionada à execução fiel de seus deveres oficiais;
Ø  sua nomeação e a designação de seu local de trabalho dependem de suas qualificações técnicas;
Ø  seu trabalho administrativo é uma ocupação de tempo integral;
Ø  seu trabalho é recompensada por um salário regular e a perspectiva de avanço em uma carreira por toda a vida.
Um funcionário deve exercitar seu julgamento e suas habilidades, colocando-os, porém, a serviço de uma autoridade mais elevada. Em última instância, é responsável somente pela execução imparcial de tarefas atribuídas e deve sacrificar seu julgamento, caso esteja em conflito com seus deveres oficiais.

Aristocracia

Do grego αριστοκρατία, de άριστος (aristos), melhores; e κράτος (kratos), poder, Estado, literalmente poder dos melhores, é uma forma de governo na qual o poder político é dominado por um grupo elitista. Normalmente, as pessoas desse grupo são da classe dominante, como grandes proprietários de terra (latifundiários), militares, sacerdotes, etc. Um exemplo de estado governado pela aristocracia é a antiga cidade-estado de Esparta que, durante toda a sua história, foi governada pela aristocracia latifundiária.

Democracia

Origens - A palavra democracia tem sua origem na Grécia Antiga (demo=povo e kracia=governo). Este sistema de governo foi desenvolvido em Atenas (uma das principais cidades da Grécia Antiga). Embora tenha sido o berço da democracia, nem todos podiam participar nesta cidade. Mulheres, estrangeiros, escravos e crianças não participavam das decisões políticas da cidade. Portanto, esta forma antiga de democracia era bem limitada.
Atualmente a democracia é exercida, na maioria dos países, de forma mais participativa. É uma forma de governo do povo e para o povo.  

Formas - Existem várias formas de democracia na atualidade, porém as mais comuns são: direta e indireta. 
Na democracia direta, o povo, através de plebiscito, referendo ou outras formas de consultas populares, pode decidir diretamente sobre assuntos políticos ou administrativos de sua cidade, estado ou país. Não existem intermediários (deputados, senadores, vereadores). Esta forma não é muito comum na atualidade. 
Na democracia indireta, o povo também participa, porém através do voto, elegendo seus representantes (deputados, senadores, vereadores) que tomam decisões em novo daqueles que os elegeram. Esta forma também é conhecida como democracia representativa. 

Democracia no Brasil - Nosso país segue o sistema de democracia representativa. Existe a obrigatoriedade do voto, diferente do que ocorre em países como os Estados Unidos, onde o voto é facultativo (vota quem quer). Porém, no Brasil o voto é obrigatório para os cidadãos que estão na faixa etária entre 18 e 65 anos. Com 16 ou 17 anos, o jovem já pode votar, porém nesta faixa etária o voto é facultativo, assim como para analfabeto e idosos que possuem mais de 65 anos.
No Brasil elegemos nossos representantes e governantes. É o povo quem escolhe os integrantes do poder legislativo (aqueles que fazem as leis e votam nelas – deputados, senadores e vereadores) e do executivo (administram e governam – prefeitos, governadores e presidente da república).  

Você sabia:

Dia 25 de outubro comemora-se o Dia da Democracia

POLIARQUIA

QUANDO NOS SENTIMOS RESPONSÁVEIS POR NOSSOS REPRESENTANTES, A QUALIDADE DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA SE ELEVA.

Segundo Robert Dahl é o sistema político das sociedades industriais modernas, caracterizado por uma forte descentralização dos recursos do poder e no seio do qual as decisões essenciais são tomadas a partir de uma livre negociação entre uma pluralidade de grupos, autónomos e concorrentes, mas ligados mutuamente por um acordo mínimo sobre as regras do jogo social e político. Dahl distancia-se assim da chamada escola elitista, salientando a existência de uma multiplicidade de centros de decisão e um conglomerado de elites.

Conceitos operacionais — A perspectiva pluralista da polis. O político como um sistema de sistemas, como um conjunto de forças em equilíbrio, como uma balança de poderes. As teses de Montesquieu e Arthur Bentley. As perspectivas de David Tuman e Robert Dahl. A polis como unidade na diversidade, como tensão e conflito donde resulta mais um compromisso do que um contrato. — A sociedade global como rede de micro-sociedades ou como instituição de instituições. Os micropoderes e o poder do centro. Centro e periferia. Conflito e consenso. — A polis como uma forma de gestão das crises de modo dinâmico. O Estado como processo e como lugar onde a sociedade se mediatiza.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

FSM 2011 começa exaltando revoltas populares no Egito e Tunísia

Mobilizações no Norte da África e Oriente Médio inspiram participantes do FSM 2011 na busca por alternativas e pela superação de governos tiranos; aberto neste domingo (6), no Senegal com forte presença das mulheres africanas, Fórum deverá reunir cerca de 50 mil pessoas de 123 países, e contará nessa segunda-feira com a presença do ex-presidente Lula, que estará na mesa "A África na geopolítica mundial" ao lado do presidente senegalês.


Leia mais em Carta Maior:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17370&boletim_id=823&componente_id=13509

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

SOCIALISMO CIENTÍFICO

O Socialismo Científico foi desenvolvido no século XIX por Karl Marx e Friedrich Engels. Recebe também, por motivos óbvios, a denominação de Socialismo Marxista.

Ele rompe com o Socialismo Utópico por apresentar uma análise crítica da realidade política e econômica, da evolução da história,das sociedades e do capitalismo.

Marx e Engels enaltecem os utópico pelo seu pioneirismo, porém defendem uma ação mais prática e direta contra o capitalismo através da organização da revolucionária classe proletária.
Para a formulação de suas teorias Marx sofreu influência de Hegel e dos socialista utópicos. 

Infraestrutura e superestrutura: Segundo Marx a infraestrutura, modo como tratava a base econômica da sociedade, determina a superestrutura que é dividida em ideológica (idéias políticas, religiosas, morais, filosóficas) e política (Estado, polícia, exército, leis, tribunais). Portanto a visão que temos do mundo e a nossa psicologia são reflexo da base econômica de nossa sociedade. As idéias que surgiram ao longo da história se explicam pelas sociedades nas quais seus mentores estava inseridos. Elas são oriundas das necessidades das classes sociais daquele tempo.   

Dialética: A dialética se opõe à metafísica e ao idealismo por completo. Engels e Marx "pegam o 'núcleo racional' de Hegel, mas rejeitam a sua parte idealista imprimindo-lhe um caráter científico moderno". O modo dialético de pensamento pondera que nenhum fenômeno será compreendido se analisado isoladamente e independente dos outros.
Eles são processos e não coisas perfeitas e acabadas; estão em constante movimento, transformação, desenvolvimento e renovação e não em estagnação e imutabilidade.
O mundo não pode ser entendido como um conjunto de coisas pré-fabricadas, mas sim como um complexo de processos. Estes estão em três fases: tese, antítese e síntese. Pela contradição da duas primeira (tese e antítese) surge a terceira (negação da negação) que representa um estágio superior.

Esta, por sua vez, será negada, surgindo um nova síntese e assim por diante. É importante lembrar que a antítese não é a destruição da tese, pois se assim fosse não haveria progresso.
O processo de desenvolvimento resultante com a anterior acumulação de mudanças quantitativas, apresenta evidentes mudanças qualitativas. Assim, vemos que o desenvolvimento não segue um movimento circular, mas sim progressivo e ascendente, indo do inferior ao superior.  

Luta de classes: A história do homem é a história da luta de classes. Para Marx a evolução histórica se dá pelo antagonismo irreconciliável entre as classes sociais de cada sociedade.
Foi assim na escravista (senhores de escravos - escravos), na feudalista (senhores feudais - servos) e assim é na capitalista (burguesia - proletariado).
Entre as classes de cada sociedade há uma luta constante por interesses opostos, eclodindo em guerras civis declaradas ou não. Na sociedade capitalista, a qual Marx e Engels analisaram mais intrinsecamente, a divisão social decorreu da apropriação dos meios de produção por um grupo de pessoas (burgueses) e outro grupo expropriado possuindo apenas seu corpo e capacidade de trabalho (proletários).
Estes são, portanto, obrigados a trabalhar para o burguês. Os trabalhadores são economicamente explorados e os patrões obtém o lucro através da mais-valia. 

Alienação:O capitalismo tornou o trabalhador alienado, isto é, separou-o de seus meios de produção(suas terras, ferramentas, máquinas, etc).
Estes passaram a pertencer à classe dominante, a burguesia. Desse modo, para poder sobreviver, o trabalhador é obrigado a alugar sua força de trabalho à classe burguesa, recebendo um salário por esse aluguel.
Como há mais pessoas que empregos, ocasionando excesso de procura, o proletário tem de aceitar, pela sua força de trabalho, um valor estabelecido pelo seu patrão. Caso negue, achando que é pouco, uma exploração, o patrão estala os dedos e milhares de outros aparecem em busca do emprego.
Portanto é aceitar ou morrer de fome. Com a alienação nega-se ao trabalhador o poder de discutir as políticas trabalhistas, além de serem excluídos das decisões gerenciais.  

Mais-Valia: Suponha que o operário leve 2h para fabricar um par de sapatos. Nesse período produz o suficiente para pagar o seu trabalho. Porém, ele permanece mais tempo na fábrica, produzindo mais de um par de sapatos e recebendo o equivalente à confecção de apenas um. Numa jornada de 8 horas, por exemplo, são produzidos 4 pares.
O custo de cada par continua o mesmo, assim como o salário do proletário. Com isso ele trabalha 6h de graça, reduzindo o custo e aumentando o lucro do patrão. Esse valor a mais é apropriado pelo capitalista e constitui o que Marx chama de Mais-Valia Absoluta.
Além de o operário permanecer mais tempo na fábrica o patrão pode aumentar a produtividade com a aplicação de tecnologia. Com isso o operário produz mais, porém seu salário não aumenta. Surge a Mais-Valia Relativa.

Custo de 1 par de sapatos na jornada de trabalho de 2 horas 
GASTOS DO PATRÃO  meios de produção = R$100  salário = R$20 
 TOTAL = R$120

Custo de 1 par de sapatos na jornada de trabalho de 8 horas 
GASTOS DO PATRÃO meios de produção = R$100 x 4 = R$400  salário = R$20 TOTAL = R$420 / 4 = R$105 

Assim, o par de sapatos continua valendo R$120, mas o custo do patrão caiu em R$15 por par produzido.
No final da jornada de trabalho o operário recebeu R$20, porém rendeu o triplo ao capitalista. É a exploração capitalista. É fato.

Materialismo histórico: Para Marx a raiz de uma sociedade é a forma como a produção social de bens está organizada. Esta engloba as forças produtivas e as relações de produção.
As forças produtivas são a terra, as técnicas de produção, os instrumentos de trabalho, as matérias-primas e o maquinário.
Enfim, as forças que contribuem para o desenvolvimento da produção. As relações de produção são os modos de organização entre os homens para a realização da produção. As atuais são capitalistas, mas como exemplo podemos citar também as escravistas e as cooperativas.
No processo de criação de bens estabelece-se uma relação entre as pessoas. Os capitalistas, donos dos meios de produção (máquinas, ferramentas, etc.), e o proletariado, que possui apenas sua força de trabalho, estabelecem entre si a relação social de trabalho
A maneira como as forças produtivas se organizam e se desenvolvem dentro dessa relação de trabalho Marx chama de modo de produção. O estudo deste é fundamental para a compreensão do funcionamento de uma sociedade.


A partir do momento que as relações de produção começam a obstaculizar o desenvolvimento das forças produtivas cria-se condições para uma revolução social que geraria novasrelações sociais de produção liberando as forças produtivas para o desenvolvimento da produção.  

O último estágio: Marx afirma que a história segue certas leis imutáveis à medida que avança de um estágio a outro. Cada estágio caracteriza-se por lutas que conduzem a um estágio superior de desenvolvimento, sendo o comunismo o último e mais alto.
A chave para a compreensão dos estágios do desenvolvimento é a relação entre as diferentes classes de indivíduos na produção de bens. Afirmava que o dono da riqueza é a classe dirigente porque usa o poder econômico e político para impor sua vontade ao povo jamais abrindo mão do poder por livre e espontânea vontade e que, assim, a luta e a revolução são inevitáveis.
Para Marx, com o desenvolvimento do capitalismo,  as classes intermediárias da sociedade vão desaparecendo e a estrutura de classes vai polarizando-se cada vez mais. A alienação e a miséria aumentam progressivamente. Com o auxílio dos partidos dos trabalhadores o proletariado vai tornando-se cada vez mais consciente de sua luta e de sua existência como classe revolucionária.
Portanto esses partidos não teriam o papel de apenas ganhar votos e satisfazer interesses pessoais, mas sim de educar e alertar os trabalhadores. A perspectiva internacional tomará maior importância, em detrimento do nacionalismo exacerbado. Mais cedo ou mais tarde a revolução proletária terá êxito, com as condições objetivas e a disposição subjetiva coincidindo. Com as sucessivas crises econômicas do capitalismo suas crises vão se agravando e aproximando-o da crise final.
A sociedade pós-capitalista não foi inteiramente definida por Marx. Dizia ele que tal discussão seria idealista e irrealista. Ponderou apenas que após a revolução instalar-se-ia uma ditadura do proletariado. As empresas, fábricas, minas, terras passariam para o controle do povo trabalhador, e não para o Estado, como muitos pensam e como líderes pseudocomunistas fizeram.
A propriedade capitalista extinguiria-se. A produção não seria destinado ao mercado, mas sim voltada para atender às necessidades da população. O socialismo, como essa fase é denominada, deve ser profundamente democrático. O Estado iria naturalmente dissolvendo-se.
Porém Marx ressalta: "trazendo as marcas de nascimento da velha sociedade, a sociedade recém-nascida será limitada, sob muitos aspectos, pelos legados da velha  sociedade capitalista." Após o socialismo uma fase superior se desenvolveria: o comunismo. O Estado desapareceria definitivamente, pois seu único papel é manter o proletariado passivo e perpetuar sua exploração. A distinção de classes também deixaria de existir, todos seriam socialmente iguais e homens não mais subordinariam-se a homens. A sociedade seria baseada no bem coletivo dos meios de produção, com todas as pessoas sendo  absolutamente livres e finalmente podendo viver pacificamente e com prosperidade.


ANARQUISMO



O anarquismo, desde sua criação, recebeu vários atributos. Seus críticos dizem que é uma forma de organização social onde impera a bagunça. Seus defensores negam isso energicamente. Vejamos como ele se estrutura.

O anarquismo é uma doutrina que defende a supressão de qualquer governo formal - por considerar que eles interferem na liberdade idividual - substituindo-os por coorporativas de grupos associados de produtores.
Proudhon foi um de seus precursores e enfatizava o respeito à pequena propriedade, propondo a criação de cooperativas sem fins lucrativos voltadas para o auto-abastecimento e de bancos que concedessem empréstimos sem juros aos empreendimentos produtivos e crédito gratuito aos trabalhadores.

Dizia que o Estado deveria ser destruído, sendo substituído por uma "república de pequenos proprietários", sem leis, sem polícia, sem imposto de renda, sem forças armadas. Nada mais correto.
As idéias de Proudhon influenciaram Mickail Bakunin (1814 - 1876) e Piotr Kropotkin ( 1842 - 1921). Este era de uma corrente menos radical e sem tanta difusão. Defendia a chegada ao Anarquismo com o não pagamento de impostos, o não reconhecimento das decisões dos tribunais de justiça e maiores recusas a seguir o padrão social capitalista.
Já Bakunin, um revolucionário russo, fundador do Movimento Populista Russo e principal expoente do movimento anárquico, era adepto do anarquismo terrorista. A ele são atribuídos inúmeros assassinatos e atos de vandalismo e terrorismo.
Defendia que a única forma de se alcançar uma sociedade justa e sem desigualdades seria através da utilização de violência, luta armada e atentados contra governantes.
Vemos, portanto, que o marxismo e o anarquismo coincidem em seu objetivo final, a criação de uma sociedade, a comunista, onde não haveria um Estado e as desigualdade sociais seriam banidas.
Porém, Marx defendia a existência do socialismo, fase anterior à comunista, onde haveria o gradual erradicamento do Estado, de suas injustiças e desigualdades.
Para Marx, o socialismo faz-se necessário para a vigência da ditadura do proletariado, onde o povo, através de revoluções, chegaria ao poder sem o uso de terrorismo.

O anarquismo pretende suprimir, pular o socialismo. Marx reconhece as boas intenções anarquistas em instaurar uma sociedade igualitária, porém discorda profundamente dos meios anárquicos.
Eles, do ponto de vista marxista, subestimam o proletariado ao afirmar que a tomada do poder pelos trabalhadores apenas eternizaria a opressão. Outro ponto de discórdia. Você sabe da existência de algum Partido Anarquista? Evidente que não. Os anarquistas dizem que se votassem ou tivessem um partido político estariam concordando e submetendo-se ao sistema capitalista.
Já Engels e Marx ressaltavam a importância do partido dos trabalhadores, que atuaria conscientizando e unindo o proletariado, organizando os seus atos.

Atenção! Em muito lugares lemos que o anarquismo é apenas uma variação do marxismo, que ambos são "irmãos". Afirmação incorreta! Marx queixava-se de que seu pensamento estava sendo deturpado por outros filósofos. Ele tinha, por hábito intelectual, desenvolver suas teses através do debate com outros pensadores, distinguindo, assim, o seu pensamento do daqueles que o criticavam. Isso alimentou várias polêmicas. Em 1846 convidou Proudhon para um intercâmbio entre comunistas de vário países. Este disse que "a revolução como meio de transformar a estrutura econômica e social seria maléfica, pois ela traria prejuízo aos trabalhadores, desarmonizaria o sistema de produção e faria cair o fluxo de mercadorias."

Baseado nessas idéias ecreveu o livro Filosofia da miséria contra Marx, que respondeu através de outro, intitulado Miséria da filosofia. Neste livro Marx disse que, de Hegel, Poudhon só havia assimilado o vocabulário, não percebendo as complexas contradições da sociedade. Karl considerava as idéias de Proudhon pequeno-burguesas e descomprometidas com a luta da classe trabalhadora. Bakunin também polemizou com Marx. Dizia que este era prepotente e que seu socialismo era autoritário. Karl negava e criticava o "pai do anarquismo" dizendo que a greve geral, defendida por Bakunin, era "um mito, uma idéia romântica, que poderia prejudicar a organização da classe trabalhadora, que deve amadurecer com paciência".

Além de dizer que o programa de Bakunin era "uma salada de lugares-comuns, de palavrório sem sentido, uma grinalda de conceitos e improvisação insípida."


SOCIALISMO UTÓPICO

A Revolução Frustrada A Revolução Francesa consagrou o lema liberdade, igualdade e fraternidade. Os socialistas diziam que nada disso fora alcançado. Igualdade não haveria numa sociedade tão dividida entre ricos e pobres. A liberdade que existia era a de mercado, com o burguês livre para explorar o trabalhador. Depois disso tudo, fraternidade entre as classes sociais seria uma piada.

O início do século XIX, muitos escritores e reformadores consideraram o industrialismo como a causa das dificuldades e sofrimentos da classe trabalhadora. Socialistas como Robert Owen (1771-1858), da Grã-Bretanha, Charles Fourier (1772-1837) e o conde Saint-Simon (1760-1825), da França, apresentaram várias propostas com a finalidade de estabelecer comunidades com condições econômicas e sociais ideais. Owen e os seguidores de Fourier estabeleceram cooperativas, que existiram por pouco tempo. Esses socialistas eram freqüentemente chamados de utópicos. Esse termo provém do livro Utopia (1516) escrito pelo estadista inglês Tomás Morus. Utopia descreve uma sociedade ideal que proporciona igualdade e justiça para todos.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SISTEMAS ECONÔMICOS

A Origem do Socialismo

Conceitos básicos do Marxismo

Definir claramente o sentido de Socialismo, hoje em dia, não constitui tarefa das mais simples. Essa dificuldade pode ser creditada à utilização ampla e diversificada deste termo, que acabou por gerar um terreno bastante propício a confusões. Constantemente encontramos afirmações de que os comunistas lutam pelo socialismo, assim como também o fazem os anarquistas, os anarco-sindicalistas, os sociais-democratas e até mesmo os próprios socialistas. A leitura de jornais vai nos informar que os governos Cubano, Chines, Vietnamita, Alemão, Austríaco, Ingles, Francês, Sueco entre outros, proclamam-se socialistas. Caberia então perguntar o que é que vem a ser este conceito, tão vasto, que consegue englobar coisas tão dispares.

A História das Idéias Socialistas possui alguns cortes de importância. O primeiro deles é entre os socialistas Utópicos e os socialistas Científicos, marcado pela introdução das idéias de Marx e Engels no universo das propostas de construção da nova sociedade. O avanço das idéias marxistas consegue dar maior homogenidade ao movimento socialista internacional.

Pela primeira vez, trabalhadores de países diferentes, quando pensavam em socialismo, estavam pensando numa mesma sociedade - aquela preconizada por Marx - e numa mesma maneira de chegar ao poder.


As idéias de Karl Marx e Friedrich Engels

As teses apresentadas por Marx e Engels levaram a uma total modificação do caminho que vinha sendo percorrido pelas idéias socialistas e constituíram a base do socialismo moderno. Apesar de obras anteriores, é o Manifesto do Partido Comunista que inova definitivamente o ideário socialista. A partir de sua publicação em 1848, tanto Marx quanto Engels aprofundaram e detalharam, em suas demais obras, suas concepções sobre a nova sociedade e sobre a historia da humanidade.

Antes de qualquer coisa, devemos fugir à idéia de que anteriormente a Marx existissem apenas trevas. O que há de genial no trabalho de Marx é sua aguçada visão da História e dos movimentos sociais e a utilização de instrumentos de analise que ele próprio criou.
Marx se serve de três principais correntes do pensamento que se vinham desenvolvendo, na Europa, no século passado, coloca-as em relação umas com as outras e as completa em suas obras. Sem a inspiração nestas três correntes, admite o próprio Marx, a elaboração de suas idéias teria sido impossível. São elas: a dialética, a economia política inglesa e o socialismo.

Para Marx o movimento dialético não possui por base algo espiritual, mas sim algo material.
O materialismo dialético é o conceito central da filosofia marxista, mas Marx não se contentou em introduzir esta importante modificação apenas no terreno da filosofia. Ele adentrou no terreno da História e ali desenvolveu uma teoria científica: O materialismo histórico. O materialismo histórico, a concepção materialista da história desenvolvida por Marx e Engels, é uma ruptura à História como vinha sendo estudada até então. A história idealista que dominava até então. A história idealista que dominava até aquela época chamava-se de História da Humanidade ou História da Civilização a algo que não passava de mera seqüência ordenada de fatos histórico relativos às religiões, impérios, reinados, imperadores, reis e etc.

Origem do Comunismo

O sistema comunismo baseasse numa sociedade sem classes, onde todos têm os mesmos direitos, os mesmos ganhos e gastos. O comunismo tem como base de produzir seus próprios benefícios, ou seja, os meios de produção são socializados.

A palavra comunismo define como uma obra de idéias de Karl Marx e também em muitos outros teóricos tais como; Friedrich Enfels, Rosa Luxemburgo, Vladimir Lenin e etc . Uma das mais importantes obras fundadoras nessa equipe política é " O manifesto do partido comunista" fundada por Marx e Engels.

O comunismo não tem uma data exata da sua origem, o estudo antropológico afirmou que esse tipo de comunidade já estava existente alguns anos atrás. Entretanto, o comunismo ficou mais concretizado logo depois de 1840.

O conceito de comunismo refere-se como um regime social onde existe uma riqueza de distribuição igual e a propriedade comum de todos os bens.

O comunismo cresceu a partir de alguns escritos. Roberto Owen foi o primeiro autor a considerar que o valor de uma mercadoria deve ser medido pelo trabalho a ela incorporado, e não pelo valor em dinheiro que lhe é atribuído. O primeiro a defender a abolição capitalismo e a substituição por uma sociedade baseada no comunismo foi Charles Fourier.

Na segunda metade do século XIX, no século XX e durante o século XXI, as diferenças continuaram sobre as semelhanças, acontecendo entre os dois movimentos socialistas em uma convivência de conflitos, na suas lutas contra a ordem estabelecida.

Partido Comunista dos 40 anos que existiu no Brasil, pelo menos 35 foi ilegal, o que tornou muito difícil sua documentação. Esse partido foi fundado no congresso que realizou nos dias 25, 26 e 27 de março de 1922, porém, três meses depois não era mais considerado legal. O "Manifesto Comunista" foi publicado em livro no Brasil, em 1924. Entre 1917 e 1920 o movimento sofreu grande influência da Revolução de Outubro.

A Origem do Capitalismo

No capitalismo, definem-se as relações assalariadas de produção; há a nítida separação entre os detentores dos meios de produção (capital) e os que só possuem o trabalho. O capitalismo também se caracteriza por: produção para o mercado, trocas monetárias, organização empresarial e espírito de lucro.

As Fases do capitalismo

Pré-capitalismo: Período da economia mercantil, em que a produção se destina a trocas e não apenas a uso imediato. Não se generalizou o trabalho assalariado; trabalhadores independentes que vendiam o produto de seu trabalho, mas não seu trabalho. os artesãos eram donos de suas oficias, ferramentas e matéria-prima.

Capitalismo Comercial: Apesar de predominar o produtor independente (artesão), generaliza-se o trabalho assalariado. A maior parte do lucro concentrava-se na mão dos comerciantes, intermediários, não nas mãos dos produtores. Lucrava mais quem comprava e vendia a mercadoria, não quem produzia.

Capitalismo Industrial: O trabalho assalariado se instala, em prejuízo dos artesãos, separando claramente os possuidores de meios de produção e o exército de trabalhadores.

Capitalismo financeiro: Fase atual. O sistema bancário e grandes corporações financeiras tornam-se dominantes e passam a controlar as demais atividades.


http://www.brasilescola.com

Socialismo com Capitalismo como e possível?

Trarei para debate, a questão da possível adaptação de um socialismo com o capitalismo:
Como seria possível?
Quem Defende esta teoria?
E como seria esta nova configuração?
E alguns sinais pelo mundo destas aproximações, também postarei aqui (reportagens, artigos debates...)

Quem tiver ideais, fique a vontade de apresentar, e também discorda, e um debate democrático.

Acompanhe as próximas publicações.

Vagner